terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

delícia de comer

E então as pessoas se cansam. E demasiadamente sinceras decidem colocar a coisa toda às claras. Por ter passado tempo demais, não acreditam no futuro. Mal acreditam no presente. É aquilo lá de ser ausente consentido, e consentiu demais e tudo mudou de lugar. É aquilo lá de mudar de lugar... É aquilo lá de emudecer, quando se dá conta se apronta uma canção, uma porção de versos acesos, apaixonadamente carentes e quentes querendo aquele tipo de amor que conheceram, no qual se envolveram, e enlouqueceram quando acabou, porque o amor também cansa.

E a gente dança, e passa a dançar sozinho e conviver com o silêncio interior relembrando como num saral as coisas todas que já não existem mais e são saudade, e as coisas que não tiveram tempo de existir e são vontade, são saudade também.

Lembro do Rio e mentalmente sorrio. Me lembro depois, quando eu não me vi em outra posição, nem soube agir, é o tal consentir. E sabia q um dia eu estaria na sombra dos teus pés que marcam a estrada que leva você de mim. E quando anoitece você é a estrela que brilha sem fim.


*foto: acervo e sombra particular

sobre seu cio (originalmente, gilliardy)


"Poema passeia" ** 

meu luar em plena luz do dia??
mas e aí? Seu coração já tem dona?

 Já teve
 eu ainda me confundo
 mas acho q nao tem mais mesmo
 talvez até nem tinha e eu que viajava.


(...)

- MAS E AI VOCÊ É AQUELA QUE TÁ TRANSANDO COM  AQUELA  OUTRA UMA DA FACULDADE???


(...)


- NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(...)

(...)

(...)

- QUER SER?


** "POEMA PASSEIA" Imagem/Criação de Isabel C. Mendes Teixeira