segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Traga sua régua, dê uma trégua

Eu não me dei a oportunidade de olhar na sua cara e sentir o que você sentia. Não tive a pachorra (gíria idosa) de carregar minha barriga gorda até a porta para lhe ver indo embora de qualquer maneira insuportável, tão insuportável quanto querer morrer sabendo que foi por preguiça sua e minha de tentar de novo, que foi por um feijão mal-dito antes de dar o primeiro passo para matar um leão. Eu já faço feijão há muito mais tempo... embora entendo que você lembre bem mais. Mas, te foder! Me desculpe por isso. Eu não me dei a luxo de me masturbar nas noites nas quais você não estava (quero dizer, me dei sim). Mas, eu não tive coragem de te olhar da cama, repensando com rancor qualquer coisa que não gostou muito de ouvir. Qual é essa verdade? Medimos verdades agora? Ótimo, porque não sou eu que perco meu tempo escrevendo, é coisa de idiota. (Tão idiota quanto se esconder embaixo do edredom e chorar, e eu também faço isso).

Nenhum comentário:

Postar um comentário