sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Um sujeito estranhamente sujo

De dentro do seu quartinho limpo um sujeito estranhamente sujo começa a pensar em si mesmo e todas as coisas grandiosas que deseja realizar, viagens com histórias pra contar, viagens constantes regadas a erva e vinho. Erva, diga-se meramente medicinal, tendo o poder de trazer o riso, o controle do seu corpo de dentro para fora, controle da mente sobre os músculos, observa-se principalmente o modo e efeito da água quando em contato com seu interior e num espasmo mudo acompanhado de uma sequência de pontadas constata que está fazendo o seu melhor: típico do existir.

Sua pele escorrega quando se excita, teletransporta a mulher amada a um êxtase inigualável, de dentro do seu quartinho limpo, este sujeito estranhamento sujo constrói formas criativas para exprimir a esquisita sensação que o condena a pensar em si e todas as coisas grandiosas que suspira, constantemente.

Desajeitado, quebra sempre os valores que constrói, por simples falta de afinidade com Certos Modelos Sujos de Viver.

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