quinta-feira, 24 de março de 2011

Poética do amor que deu o balão


(Nome original: Poética do amor que não vem)



Acordei da coisa toda! De reencontrá-la, tê-la e amá-la com esse carinho onde pouco importa o efêmero dos fatos, porque de tão honesto que se olhou um dia, se desejou continuar olhando e querendo perto para sempre - ilustrativamente falando.

Desejado e confuso amor de dois e próprio, que vem e que vai no vago vazio da vida, e quando vem sem se querer a gente simplesmente não o quer e não há quem nos convença, e quando vai porque a gente não o queria a gente comemora. E quando muito tempo passa, a gente quer amar de novo e se não se tem amor, a gente espera sozinho. E se aparece alguém, a gente quer se entregar por querer seguir ao lado de alguém a vida, um árduo caminho. Mentaliza que fulano é bom partido para iluminar o chão perdido.

Porque a coisa toda se perde quando a distância existe para separar os corpos e o tempo  se encarrega de fazer a gente esquecer do cheiro. Até então ninguém havia me dito "Meu carinho é desmedido. Pode morar nele." Digo, será que posso mesmo morar num carinho que eu quero demais? Não seria acalanto, seria inferno.Eu queria mesmo era habitar a sensibilidade dela, fazer parte do sorriso dela de manhã e do conforto no travesseiro antes de dormir. Mergulhar na cor daquele olhar todas as manhãs envolvida no intenso desejo de beijar a pele dela inteira, perdendo meu ar, arrepiando seus poros, no macio encontro das nossas energias nuas.

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