terça-feira, 17 de maio de 2011

IRREFUTÁVEL 2

O que você nunca  vai entender, mesmo eu sendo a burra, a ridícula, a otária (!) é que nesse tempo todo o que eu senti foi muito mais que uma atormentada sede: suspirei seus suspiros nos livros e nos utensílios triviais domésticos, (e você acerta em pensar) salvo os dias em que me entreti em outra pele maravilinda sim, mas por mero exagero do meu palavreado, e não do sentimento que dói no meu coração e que me faz pensar em você todos os dias sem engomar a verdade. Para não tocá-la, melhor nem vê-la, mas eu vi. E não sei medir quanto tempo falta para acontecer, ou para deixar de acontecer. Todas as paredes da casa sabem do meu romance fudido-falido-desiludido por você, todos os meus amigos sabem, minha mãe sabe, minhas palavras sabem mais do que meu raciocínio. As tuas paredes devem saber das noites sem mim que você não dormiu e chorou, e das que sorriu quase-que-plenamente satisfeita com outro corpo que não era o meu, por cima de você.

A minha cama não fala, mas se ela falasse, o seu nome seria o primeiro.

Um comentário:

  1. Interessante o teu olhar de Clarice poeta, as tuas perspectivas fornuladas a partir da simbiose entre o que vê e como as reporta.

    De longe, te acompanho.

    Leia-me...

    jairfs.blogspot.com

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