sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Postagem #101

Quer-se inteiro, óbvio!

Salivo a boca e não sinto nada
Água na boca
Saliva quer palavra
Calor da pele quer dar um cheiro
Mas que não venha com metades, meias verdades,
 Quer-se inteiro.

Palavra pronta remete a nada
Remete a tudo, mas é só palavra
Saliva fica na boca do beijo
Que beija a boca quente
Que mente que
Quer-se inteiro.

Quer-se inteiro,
Quer-se inteiro,
Mas extravia inteiro,
O amor primeiro.

De noite, fantasia uma valsa de rodas barulhentas
Buzinas, esquizofrenias em suas esquinas.

De dia, é criança que está nessa dança de criança que tem que trabalhar...
Suas sementes de palavra que é só palavra
Remete a tudo, a nada, porque é só palavra
Que quer o amor primeiro inteiro
O amor não vale nada!

O amor não vale nada,
O amor só vale o que nos dão e o que nos damos
Se flertamos com o amor
O amor primeiro vai querer inteiro
O amor não vale nada!
No amor são só palavras,
Que remetem a tudo e a nada
E a nada. É o nada que nós temos
Que nos remete a tudo que
Quer-se inteiro. 



Isabel. ainda sob efeito do 11.11.11 

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