quinta-feira, 22 de março de 2012

Design-me Camaleoa

O primeiro passo é entender a ordem de leitura padrão ocidental: primária, secundária, zona morta, zona morta, centro ótica, centro geométrica. O curioso é ter duas zonas mortas no nosso padrão de entendimento.
Conhecer a ordem para manipulá-la.

Direcionar o seu olhar em mim; que não há sábio que não possa ser aluno; que você é meu elemento básico de comunicação. A parte mínima do meu projeto visual.

Uma escala cromática que vai do escuro do meu eu ao tom mais branco furta-cor do meu amor. “Minha, cor-ação.” E do meu ponto ao seu, uma distância; que temos muitas linhas entrelaçando-nos, mas horizontalmente, as estradas foram nossa companhia.

As linhas retas de serenidade e solidez que lhe fincam neste chão; As vivas linhas do teu corpo, meu novelo. Você é meu centro ótico, meu descanso. Na curva do vento o tempo me repousa, firme como uma linha curta.

Você é meu semântico, sintático, pragmático.

Eu me direciono a você porque sobraram contornos básicos teus que não consegui apagar do desenho que criei contigo. Mas usei a borracha para apagar e consertar outros traços, que se encontravam tortos.

Meu jeito diagonal, instável... Provocador! Enquanto isso você vivendo em mim um movimento contínuo... Associado ao enquadramento, à repetição e ao calor: meu círculo.

E já que temos escalas, ou seja, já que há essa comparação dos tamanhos, lembra que o grande não existe sem o pequeno e o pequeno não existe sem o grande, assim não há impressão de grandeza.

Na sua pele, minha textura favorita. Nesta dimensão, a ordem que você me lê, manipula o seu olhar sobre mim. Mas, depois que perdi a tecla da interrogação, parei de fazer perguntas.


IM. 20.03.12

2 comentários:

  1. Não, não é a pessoa pra quem vc escreveu esta poesia. Mas me deu vontade de escrever, mesmo sabendo q isso possa mexer com minhas emoções, apesar de ter aprendido a aprofundar nelas sem q isso me doa. Nem sei o pq estou escrevendo justamente nesta poesia, talvez no fundo saiba, e o engraçado é q me sinto ridícula a ponto de querer apagar td q escrevi até agora!É as vezes pensamos em fechar os olhos e percebemos q a saudade existe, o carinho existe, q é frio qdo não há abraço na noite, mas sempre voltamos a rotina chamada realidade, levando a eterna busca de histórias reais!
    Esses passados tão presentes!Sei lá, só penso q o q a vida quer da gente é constante consentimento e mudança.

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  2. Em ti não cabem interrogações. Embora elas surjam em bloco a franzir a testa de quem ousa tocá-la.

    Prefiro te definir como uma exclamação.

    Grande Isa!

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