segunda-feira, 9 de julho de 2012

Seu gosto na memória


Você me instiga sentir algo que nunca senti
Quando você se posiciona, firmemente, como alguém que tive e não mais quer ter comigo esse afeto...

Não sei o que aconteceu, quando acendeu...
Não sei quando acabou e porque se apagou o que estava acendendo (o começo do quem sabe amor)
Enquanto eu amava descobrir você...

E é tão difícil fingir uma suposta superação diante do teu ser
Quando você bem sabe que eu queria "ter" você.
E digo (de) querer sem posse, sem tosse de cigarro, sem o sarro da desilusão...

Queria a certeza do encantamento mútuo pela beleza...
Queria ser dois com você, e te penso todos os dias.
Reflito o tempo e só sei que teve algum momento, no brilho do seu olhar, que senti que você poderia me amar...

(E não sei! Você pode... ? Pode; Poder é querer ; Querer é poder.)
(Mas, sabendo você que eu quero, eu sei que você escolhe não querer por razões óbvias...)
(O fato de eu querer demais você!)

Sinto saudade de perder o ar ao te abraçar
Sinto saudade do teu beijo que me envolve de desejo
Sou uma grandissíssima tola, eu sei, você não quer nada disso.

Mas, como esquecer de um sentimento que, de corpo e alma entreguei?
Uma história inteira (e incrível) com você eu imaginei.
Com o pouco que você me deu, sem sequer prever o que eu faria com esse seu pouco...virou algo tão grande em mim assim dentro de mim, e completamente louco.

Eu vou esperar você chegar, com o sorriso lindo envergonhado, pra me tirar o ar
pra me tirar de órbita, pra me enlouquecer
e vou querer, quando for em tempo pra você te namorar, de me encontrar, me entregar e me perder.



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